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quinta-feira, 12 de junho de 2008

Panorama da literatura latino-americana

Está nas bancas o 7ª número da coleção Cadernos EntreLivros sobre literatura latino-americana, justamente o tema que estamos tratando desde o início do mês.

A revista apresenta já nas primeiras páginas uma cronologia casando os principais autores com os acontecimentos na América Latina. É uma análise dos autores e de suas obras -- com sinopses, perfis de personagens, traduções comparadas e mais.

O interessante em traçar um panorama dessa literatura é admitir um problema primordial, inerente aos autores latino-americanos e suas obras: qual é a limitação espacial? Ou, como diz o editorial:
O que chamamos de literatura latino-americana? Aqui, optamos pelos países de língua espanhola, ou melhor, cuja colonização foi feita a partir do México e que veio descendo até o sul, mesclando culturas nativas com a do colonizador, criando tensões indiscutíveis de identididade cultural.
Só para citar alguns nomes entre as dezenas de autores: Gabriela Mistral, Julio Cortázar, Carlos Fuentes, Manuel Puig, Octavio Paz, Roberto Bolaño.

Para quem estiver com preguiça de sair de casa, é possível comprar o exemplar (além de outros da coleção, sobre as literaturas inglesa, russa, americana, francesa, portuguesa e italiana) no site da editora Duetto.

El Bufalo de la Noche

Amigos, outro dia li um livro que me fez pensar um tanto.


O autor é o mexicano Guillermo Arriaga, roteirista premiado pelos filmes "21 gramas" e "Amores Brutos".

"O Búfalo da Noite" é um livro de um fôlego só. Se você começar a ler, tome cuidado, pois vai ser difícil parar. A vantagem é que se trata de um livro curto, de 248 páginas, e isso dá margem para a imaginção materializar o triângulo amoroso entre Manuel, Gregório e Tânia. Jovens que vivem na Cidade do México, mas poderiam viver em Buenos Aires ou São Paulo.

A descrição é tamanha que em certa parte começamos a torcer pelo desfecho dos personagens, pela identificação e atualidade da psique dos protagonistas.

Muitos ainda vão criticar, e podem até dizer se tratar de uma história à Sidney Sheldon ou Danielle Steel, mas o fato é que fiquei quatro horas seguidas preso no universo paralelo de Manuel Aguilera.

O filme foi lançado no ano passado, mas ainda não tive coragem de apagar da memória os meus Gregório, Tânia e Manuel. O último aliás é interpretado por Diego Luna, mas acho que o meu ainda deve ser melhor. Aguardem em breve uma resenha.

 
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